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Investir na comunicação interna é um bom negócio?

abril/2008

As discussões e estudos do mundo da comunicação cada vez mais se voltam para o mercado externo. E esse é o ponto de vista que ainda predomina entre os empresários quando se fala na valorização dos públicos. Muitos, no entanto, se esquecem de um essencial e que pode destruir em frações de segundos sua imagem e, conseqüentemente, a de sua empresa: o funcionário, ou melhor, o colaborador.
As empresas estão terceirizando cada vez mais e há uma grande distorção de tratamento entre o funcionário, registrado em carteira, e o chamado terceirizado. Uma vez que este atua diária e diretamente como cliente, o comprometido deve ser igual. É o colaborador, funcionário ou terceirizado, que sabe todo o dia-a-dia da empresa e, principalmente, seus pontos fracos e fortes.
Por que não, então, divulgar primeiro para o colaborador a conquista de um grande cliente antes de liberar para a imprensa? Por que não desenvolver um programa de relacionamento com seus familiares antes de investir volumosas quantias em ONGs que muitas vezes nem compensam? O mercado está aí, cheio de historinhas de empresas que quebraram ou tiveram sua imagem abalada por causa de denúncias de colaboradores. E sabe por quê? Falta de um fluxo interno de comunicação eficiente.
Investir na comunicação interna, além de ser uma excelente forma de reconhecer o empenho de cada colaborador, não caiu de moda e deve ser sempre colocada como uma das principais estratégias corporativas. Intranet, jornal mural, blog, informativos, programas de integração, não importa a ferramenta, mas os efeitos da divulgação das informações e desenvolvimento de projetos voltados para esse público.
O fracasso, porém, é garantido se a comunicação não aliar seus esforços ao marketing e aos recursos humanos da corporação, principalmente este, que conhece como ninguém o colaborador. A união desenvolve muitos cases de programas de comunicação interna de sucesso, tornando o colaborador um grande apoiador e difusor das ações da empresa. 
Se o “boca a boca” negativo gera grandes prejuízos na imagem de uma corporação, imagina o estrago que um colaborador pode fazer se ele for a fonte do buchicho? Por isso, mesmo que surjam outras tendências e novos públicos, mostrar ao empresário que vale a pena investir em comunicação interna ainda é um bom negócio.

Mônika Vieira
Jornalista, especialista em marketing e gerente de atendimento da VSM Comunicação

 

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