UmaOlivetti, trêsestudantes de jornalismo e um sonho. Assim, há 20 anos,nascia aVSM Comunicação. Inaugurava-se uma nova etapa dojornalismo no Ceará. Inicialmente, uma agência queatuavaapenas nas áreas de projetos editorias e assessoria deimprensa.Hoje, com atuação nas mais diversasaéreas dacomunicação corporativa: indo desde um simplesnewsletter, passando pelas mais variadas ferramentas derelações públicas, até asmais complexasações de gestão dacomunicação emsituações de crise de imagem das corporações. Em 1989, quando surgiu a VSM, não dispúnhamos decomputadores nem existiam os celulares. Os jornais se restringiam aeditorias de economia, política, cidades, nacional,polícia, primeiros e segundos cadernos, este com temas bemabrangentes. Vinte anos depois, os jornais estão cada vezmaissegmentados com editorias, suplementos ou páginas que variamcomtemas dos mais diversos. As agências decomunicaçãotambém precisaram compreender mais sobre esses segmentosparapoder produzir conteúdo que interessasse aos novos espaços da mídia.
Se a imprensa mudou, sua linguagem e suas ferramentas tambémmudaram. Os veículos enxugaram suasredações (comotodos os demais segmentos do mercado), mas, por outro lado, ampliaramsua atuação. Hoje a maioria tem suasversões online nos seus portais na internet. A instantaneidade danotícianão é mais privilégio da TV, nem mesmodorádio, que continua sendo um dos veículos demaiorpenetração e capilaridade junto àopinião pública nos tempos atuais.
Atualmente a mídia local é universal evice-versa.Derrubaram-se os muros que delimitavam a atuaçãodosmeios de massa. Não buscamos mais as notícias.Elas nosperseguem. É a web 2.0. São os twitters, os SMS,osblogs... Barack Obama usa o twitter como ferramenta de relacionamento elançou mão do SMS para comunicar aos eleitores onome doseu vice. Mas de nada adiantaria a adoção dasnovastecnologias, se os empreendedores continuassem pensando como naépoca das nostálgicas olivettis. Afinal, sem umbom“software” (e uma conduta ética), jamaisconseguiremos extrair um resultado satisfatório, por melhorqueseja o “hardware”. Nesse aspecto, o homem jamais será substituído.
Portanto, nesses anos de sucesso, o mérito maior cabe aosprofissionais que fazem o segmento e o apoio dos colegas deredação. A VSM teve apenas a oportunidade de sairnafrente. O setor se profissionalizou, foram abertos novos postos detrabalho para a categoria e a cada ano surgem novas empresas nomercado. No Brasil, são mais de 1.200 que geram mais de 13milempregos diretos. E o melhor: o Ceará está muitobemservido, com cerca de 15 empresas e com mercado em potencial para osurgimento de outras. A maioria delas, nada deixa a desejaràs grandes agências do País.
MarcosAndréBorges é jornalista, diretor da VSMComunicação ediretor regional do Nordeste do Sindicato Nacional das Empresas deComunicação Social (Sinco). Se a imprensa mudou,sua linguagem e suas ferramentas também mudaram.