As
discussões e estudos do mundo da comunicação
cada vez mais se voltam para o mercado externo. E esse é o
ponto de vista que ainda predomina entre os empresários quando
se fala na valorização dos públicos. Muitos, no
entanto, se esquecem de um essencial e que pode destruir em frações
de segundos sua imagem e, conseqüentemente, a de sua empresa: o
funcionário, ou melhor, o colaborador.
As
empresas estão terceirizando cada vez mais e há
uma grande distorção de tratamento entre o funcionário,
registrado em carteira, e o chamado terceirizado. Uma vez que
este atua diária e diretamente como cliente, o comprometido
deve ser igual. É o colaborador, funcionário ou
terceirizado, que sabe todo o dia-a-dia da empresa e, principalmente,
seus pontos fracos e fortes.
Por
que não, então, divulgar primeiro para o colaborador a
conquista de um grande cliente antes de liberar para a imprensa? Por
que não desenvolver um programa de relacionamento com seus
familiares antes de investir volumosas quantias em ONGs que muitas
vezes nem compensam? O mercado está aí, cheio de
historinhas de empresas que quebraram ou tiveram sua imagem abalada
por causa de denúncias de colaboradores. E sabe por quê?
Falta de um fluxo interno de comunicação eficiente.
Investir
na comunicação interna, além de ser uma
excelente forma de reconhecer o empenho de cada colaborador, não
caiu de moda e deve ser sempre colocada como uma das principais
estratégias corporativas. Intranet, jornal mural, blog,
informativos, programas de integração, não
importa a ferramenta, mas os efeitos da divulgação das
informações e desenvolvimento de projetos voltados para
esse público.
O
fracasso, porém, é garantido se a comunicação
não aliar seus esforços ao marketing e aos recursos
humanos da corporação, principalmente este, que conhece
como ninguém o colaborador. A união desenvolve
muitos cases de
programas de comunicação interna de sucesso, tornando o
colaborador um grande apoiador e difusor das ações da
empresa.
Se
o “boca a boca” negativo gera grandes prejuízos na imagem
de uma corporação, imagina o estrago que um colaborador
pode fazer se ele for a fonte do buchicho? Por isso, mesmo que surjam
outras tendências e novos públicos, mostrar ao
empresário que vale a pena investir em comunicação
interna ainda é um bom negócio.
Mônika
Vieira
Jornalista,
especialista em marketing e gerente de atendimento da VSM Comunicação